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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Classe artística se reúne para discutir o Teatro Guaíra


Ivonaldo Alexandre/Agência de Notícias Gazeta do Povo


O secretário de estado da Cultura, Paulino Viapiana, e a diretora-presidente do CCTG, Mônica Rischbieter, estiveram presentes na segunda mesa compartilhada

Classe artística se reúne para discutir o Teatro Guaíra


Representantes da classe artística de Curitiba realizaram neste domingo (14) na Praça Santos Andrade a segunda mesa compartilhada para discutir o orçamento destinado à Cultura no Estado, além da infraestrutura do Guaíra e o modelo de gestão por Organizações Sociais (OSs), que está em discussão e pode ser adotado na gestão dos corpos estáveis do Teatro Guaíra (Balé Guaíra, Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) e a G2 Cia. de Dança).
A mobilização dos artistas curitibanos começou nas redes sociais com a Campanha Teatro Guaíra 2013 – Por um Novo Teatro Guaíra. Uma das principais motivações da classe artística, segundo o ator, cenógrafo e dramaturgo Enéas Lour, é reduzir o distanciamento que foi gerado nos últimos 10 anos entre a classe e o Teatro Guaíra. “Não se trata de um enfrentamento político, mas da busca de um canal de diálogo para que possamos voltar a participar das discussões e propor projetos”, disse.
A dificuldade orçamentária e o modelo de gestão por Organizações Sociais (OSs) também preocupam a classe artística. Atualmente, o orçamento do Centro Cultural Teatro Guaíra (CCTG) é de R$ 1 milhão por mês. No total, o montante destinado ao Teatro Guaíra equivale a 0,29% do orçamento da Secretaria de Estado da Cultura, afirma Lour. “Era de se esperar que um centro cultural do tamanho do Teatro Guaíra tivesse uma participação mais ativa na cena cultural do estado, mas com esse orçamento fica difícil”, diz ele.
Para a atriz e idealizadora da Campanha, Nena Inoue, infelizmente esse percentual reflete a importância que é dada à Cultura no Paraná. Nena também questiona a gestão pelo modelo de OSs, que são entidades sem fins lucrativos que firmam um contrato com o governo do estado para a administração de um equipamento. Segundo ela, a classe artística não foi chamada para participar das discussões. “Uma das vantagens propagadas seria a liberdade para captar recursos, mas sabemos realmente quais são os prós e os contras desse modelo de gestão”.
O secretário de estado da Cultura, Paulino Viapiana, e a diretora-presidente do CCTG, Mônica Rischbieter, estiveram presentes na segunda mesa compartilhada e se comprometeram a marcar um encontro com a classe artística de Curitiba para debater os temas propostos pela Campanha para melhoria do Guaíra. O secretário da Cultura admite que o orçamento destinado ao Guaíra para custeio de salários, manutenção do equipamento e programação não é o ideal, mas o possível neste momento. “A ideia é fazer com que orçamento evolua gradativamente até chegar a 1% do orçamento total do estado”, disse Viapina.

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